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ENAEX 2017

14 de Agosto de 2017

Michel Temer defende no Enaex agenda de reformas para fortalecer as exportações

O presidente Michel Temer defendeu a agenda de reformas do governo como fundamentais para impulsionar o comércio internacional no Brasil, em participação no Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex). De acordo com Temer, as medidas estruturais contemplam uma agenda de competitividade que contribuirá para reduzir entraves nas exportações e importações. “No comércio exterior, as reformas proporcionarão a desburocratização, assim como a modernização logística, e ampliação e abertura de mercados. Simplificar processos é essencial para nossos empreendedores produzirem e gerarem empregos”, disse. O presidente ressaltou que, além de criar estímulos para a industrialização do país, também é prioridade do governo solucionar gargalos de infraestrutura, para agilizar processos nas vendas externas e aquisições das empresas brasileiras. “Não bastam safras recordes. É preciso escoá-las com eficiência. Nossa infraestrutura deve ser condizente com o vigor do setor produtivo. Por isso queremos atrair investimentos para rodovias, portos e aeroportos, e reformulamos nosso modelo de concessões e parcerias, que hoje é mais racional e flexível”, complementou. Presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, defendeu que as reformas contribuem para gerar otimismo no setor, gerando impactos positivos de longo prazo. Castro advertiu que é preciso, contudo, criar estímulos mais imediatos para as empresas exportarem, o que, segundo ele, poderia ser feito com a elevação do índice do Reintegra dos atuais 2% para 5%, alternativa já prevista em lei. “Adicionalmente, o programa de privatizações e concessões no setor de infraestrutura de transporte vai reduzir os custos de logística, e junto com o recém lançado Portal Único de Comércio Exterior, formarão a base para a diminuição do Custo-Brasil”, declarou. Marcos Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), pontuou que os acordos comerciais também serão priorizados pelo governo para fortalecer a presença global do Brasil. “Estamos em tratativa com o Canadá, Coréia do Sul, e México, e firmamos acordo comercial com Peru e Colômbia. E pretendemos, prioritariamente, concluir até o fim do ano o acordo, quem sabe até de livre comércio, com a União Europeia”, garantiu. Maurício Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, destacou que o novo decreto do setor de portos abre perspectivas positivas para a atração de investimentos. Com o novo arcabouço regulatório, a expectativa é que o tempo de autorização de novos terminais reduza de três anos para 180 dias. “Em um ano, autorizamos 39 novas instalações portuárias, uma a cada doze dias de governo. São onze terminais portuários que serão leiloados entre 2017 e primeiro semestre de 2018, totalizando mais de R$1 bilhão em investimentos”, afirmou.

 

Embaixadores discutem perspectiva de acordo no Enaex 2017

Discutido há mais de 20 anos, as negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia estiveram em debate no Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex), promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Ronaldo Costa Filho, diretor do departamento de Negociações Extrarregionais do Ministério das Relações Exteriores (MRE), ressaltou que o grande desafio para finalização do acordo está no alinhamento de interesses relativos ao comércio agrícola entre os blocos. “Nunca vi um ambiente tão favorável para avanço como hoje. O trabalho está em ritmo e intensidade extenuante. É factível que seja concluído até o fim do ano. Mas o comércio agrícola, desde o inicio das negociações sabíamos que seria tema complicado. O grande desafio é conseguir até dezembro receber uma oferta agrícola concreta e fazer uma negociação de acesso de mercado lado a lado”, disse. João Gomes Cravinho, embaixador da União Europeia no Brasil, confirmou que o setor agrícola tem sido objeto de discussão nas negociações. “Nossos sistemas políticos na Europa são democracias nas quais existem stakeholders muito variados. E alguns seguramente se sentem ameaçados com a competitividade da agroindústria do Mercosul. Vamos ter que trabalhar com compreensão para solucionar essa questão”, afirmou. Ele também pontuou como uma questão sensível o aumento de políticas de protecionismo no mundo, que definiu como prejudiciais ao desenvolvimento econômico. “Concordo que o Brasil precisa de indústria e transferência tecnologia, mas o protecionismo não serve a esse propósito, e e vejo que é algo cada vez menos presente no país. O acordo que estamos desenvolvendo é muito mais propício a industrialização brasileira e sua inserção no mercado global do que políticas protecionistas”, defendeu. Carlos Magariños. embaixador da Argentina no Brasil, reforçou a importância da conclusão do acordo para gerar benefícios comerciais para ambas as regiões. De acordo com ele, Brasil e argentina precisam de economia internacional robusta, que cresça rapidamente, para que possam se desenvolver. “Temos que pensar em que condições fazer o acordo com a União Europeia. Nos últimos 20 anos o mundo mudou completamente, e as cadeias de valor também. Para a Argentina, a integração internacional tem que proporcionar melhores condições de vida para nossa Nação”, concluiu. Moderada por Mauro Laviola, vice-presidente da AEB, a discussão também contou com a presença de Carlos Abijaodi, diretor da Confederação Nacional da Indústria; e Thomaz Zanotto, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e da AEB.

 

Fonte: site da AEB - Associação de Comércio Exterior do Brasil 

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